JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB


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Senhor Deus, ensinai-nos a contemplar-Vos na beleza do universo

LOUVADO SEJAS

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da “CARTA ENCÍCLICA LAUDATO SI’ DO SANTO PADRE FRANCISCO
SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM ”

– continua –

“… proponho duas orações: uma que podemos partilhar todos quantos acreditam num Deus Criador Omnipotente, e outra pedindo que nós, cristãos, saibamos assumir os compromissos para com a criação que o Evangelho de Jesus nos propõe.

Oração pela nossa terra

Deus Omnipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,
Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.
Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.
Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.
Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.
Obrigado porque estais connosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.

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Oração cristã com a criação

Nós Vos louvamos, Pai,
com todas as vossas criaturas,
que saíram da vossa mão poderosa.
São vossas e estão repletas da vossa presença
e da vossa ternura.
Louvado sejais!

Filho de Deus, Jesus,
por Vós foram criadas todas as coisas.
Fostes formado no seio materno de Maria,
fizestes-Vos parte desta terra,
e contemplastes este mundo
com olhos humanos.
Hoje estais vivo em cada criatura
com a vossa glória de ressuscitado.
Louvado sejais!

Espírito Santo, que, com a vossa luz,
guiais este mundo para o amor do Pai
e acompanhais o gemido da criação,
Vós viveis também nos nossos corações
a fim de nos impelir para o bem.
Louvado sejais!

Senhor Deus, Uno e Trino,
comunidade estupenda de amor infinito,
ensinai-nos a contemplar-Vos
na beleza do universo,
onde tudo nos fala de Vós.
Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão
por cada ser que criastes.
Dai-nos a graça de nos sentirmos
intimamente unidos
a tudo o que existe.
Deus de amor,
mostrai-nos o nosso lugar neste mundo
como instrumentos do vosso carinho
por todos os seres desta terra,
porque nem um deles sequer
é esquecido por Vós.
Iluminai os donos do poder e do dinheiro
para que não caiam no pecado da indiferença,
amem o bem comum, promovam os fracos,
e cuidem deste mundo que habitamos.
Os pobres e a terra estão bradando:
Senhor, tomai-nos
sob o vosso poder e a vossa luz,
para proteger cada vida,
para preparar um futuro melhor,
para que venha o vosso Reino
de justiça, paz, amor e beleza.
Louvado sejais!
Amen.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 24 de Maio – Solenidade de Pentecostes – de 2015, terceiro ano do meu Pontificado. Franciscus


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Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral

Louvado sejas…

continua –

São Francisco de Assis

10. Não quero prosseguir esta encíclica sem invocar um modelo belo e motivador. Tomei o seu nome por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior.

11. O seu testemunho mostra-nos também que uma ecologia integral requer abertura para categorias que transcendem a linguagem das ciências exactas ou da biologia e nos põem em contacto com a essência do ser humano. Tal como acontece a uma pessoa quando se enamora por outra, a reacção de Francisco, sempre que olhava o sol, a lua ou os minúsculos animais, era cantar, envolvendo no seu louvor todas as outras criaturas. Entrava em comunicação com toda a criação, chegando mesmo a pregar às flores «convidando-as a louvar o Senhor, como se gozassem do dom da razão».[19] A sua reacção ultrapassava de longe uma mera avaliação intelectual ou um cálculo económico, porque, para ele, qualquer criatura era uma irmã, unida a ele por laços de carinho. Por isso, sentia-se chamado a cuidar de tudo o que existe. São Boaventura, seu discípulo, contava que ele, «enchendo-se da maior ternura ao considerar a origem comum de todas as coisas, dava a todas as criaturas – por mais desprezíveis que parecessem – o doce nome de irmãos e irmãs».[20] Esta convicção não pode ser desvalorizada como romantismo irracional, pois influi nas opções que determinam o nosso comportamento. Se nos aproximarmos da natureza e do meio ambiente sem esta abertura para a admiração e o encanto, se deixarmos de falar a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo, então as nossas atitudes serão as do dominador, do consumidor ou de um mero explorador dos recursos naturais, incapaz de pôr um limite aos seus interesses imediatos. Pelo contrário, se nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe, então brotarão de modo espontâneo a sobriedade e a solicitude. A pobreza e a austeridade de São Francisco não eram simplesmente um ascetismo exterior, mas algo de mais radical: uma renúncia a fazer da realidade um mero objecto de uso e domínio.

12. Por outro lado, São Francisco, fiel à Sagrada Escritura, propõe-nos reconhecer a natureza como um livro esplêndido onde Deus nos fala e transmite algo da sua beleza e bondade: «Na grandeza e na beleza das criaturas, contempla-se, por analogia, o seu Criador» (Sab 13, 5) e «o que é invisível n’Ele – o seu eterno poder e divindade – tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras» (Rm 1, 20). Por isso, Francisco pedia que, no convento, se deixasse sempre uma parte do horto por cultivar para aí crescerem as ervas silvestres, a fim de que, quem as admirasse, pudesse elevar o seu pensamento a Deus, autor de tanta beleza.[21] O mundo é algo mais do que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor.

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

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Louvado sejas – Laudato Si

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CARTA ENCÍCLICA
LAUDATO SI’
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM

1. «LAUDATO SI’, mi’ Signore – Louvado sejas, meu Senhor», cantava São Francisco de Assis. Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços: «Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras».[1]

2. Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la. A violência, que está no coração humano ferido pelo pecado, vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que «geme e sofre as dores do parto» (Rm 8, 22). Esquecemo-nos de que nós mesmos somos terra (cf. Gn 2, 7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos.

Nada deste mundo nos é indiferente

3. Mais de cinquenta anos atrás, quando o mundo estava oscilando sobre o fio duma crise nuclear, o Santo Papa João XXIIIescreveu uma encíclica na qual não se limitava a rejeitar a guerra, mas quis transmitir uma proposta de paz. Dirigiu a sua mensagem Pacem in terris a todo o mundo católico, mas acrescentava: e a todas as pessoas de boa vontade. Agora, à vista da deterioração global do ambiente, quero dirigir-me a cada pessoa que habita neste planeta. Na minha exortação Evangelii gaudium, escrevi aos membros da Igreja, a fim de os mobilizar para um processo de reforma missionária ainda pendente. Nesta encíclica, pretendo especialmente entrar em diálogo com todos acerca da nossa casa comum.

4. Oito anos depois da Pacem in terris, em 1971, o Beato Papa Paulo VI referiu-se à problemática ecológica, apresentando-a como uma crise que é «consequência dramática» da actividade descontrolada do ser humano: «Por motivo de uma exploração inconsiderada da natureza, [o ser humano] começa a correr o risco de a destruir e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação».[2] E, dirigindo-se à FAO, falou da possibilidade duma «catástrofe ecológica sob o efeito da explosão da civilização industrial», sublinhando a «necessidade urgente duma mudança radical no comportamento da humanidade», porque «os progressos científicos mais extraordinários, as invenções técnicas mais assombrosas, o desenvolvimento económico mais prodigioso, se não estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se necessariamente contra o homem».[3]

5. São João Paulo II debruçou-se, com interesse sempre maior, sobre este tema. Na sua primeira encíclica, advertiu que o ser humano parece «não dar-se conta de outros significados do seu ambiente natural, para além daqueles que servem somente para os fins de um uso ou consumo imediatos».[4] Mais tarde, convidou a uma conversão ecológica global.[5] Entretanto fazia notar o pouco empenho que se põe em «salvaguardar as condições morais de uma autêntica ecologia humana».[6] A destruição do ambiente humano é um facto muito grave, porque, por um lado, Deus confiou o mundo ao ser humano e, por outro, a própria vida humana é um dom que deve ser protegido de várias formas de degradação. Toda a pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas «nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades».[7] O progresso humano autêntico possui um carácter moral e pressupõe o pleno respeito pela pessoa humana, mas deve prestar atenção também ao mundo natural e «ter em conta a natureza de cada ser e as ligações mútuas entre todos, num sistema ordenado».[8] Assim, a capacidade do ser humano transformar a realidade deve desenvolver-se com base na doação originária das coisas por parte de Deus.[9]

6. O meu predecessor, Bento XVI, renovou o convite a «eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento que parecem incapazes de garantir o respeito do meio ambiente».[10] Lembrou que o mundo não pode ser analisado concentrando-se apenas sobre um dos seus aspectos, porque «o livro da natureza é uno e indivisível», incluindo, entre outras coisas, o ambiente, a vida, a sexualidade, a família, as relações sociais. É que «a degradação da natureza está estreitamente ligada à cultura que molda a convivência humana».[11] O Papa Bento XVI propôs-nos reconhecer que o ambiente natural está cheio de chagas causadas pelo nosso comportamento irresponsável; o próprio ambiente social tem as suas chagas. Mas, fundamentalmente, todas elas se ficam a dever ao mesmo mal, isto é, à ideia de que não existem verdades indiscutíveis a guiar a nossa vida, pelo que a liberdade humana não tem limites. Esquece-se que «o homem não é apenas uma liberdade que se cria por si própria. O homem não se cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza».[12]Com paterna solicitude, convidou-nos a reconhecer que a criação resulta comprometida «onde nós mesmos somos a última instância, onde o conjunto é simplesmente nossa propriedade e onde o consumimos somente para nós mesmos. E o desperdício da criação começa onde já não reconhecemos qualquer instância acima de nós, mas vemo-nos unicamente a nós mesmos».[13]

Unidos por uma preocupação comum

7. Estas contribuições dos Papas recolhem a reflexão de inúmeros cientistas, filósofos, teólogos e organizações sociais que enriqueceram o pensamento da Igreja sobre estas questões. Mas não podemos ignorar que, também fora da Igreja Católica, noutras Igrejas e Comunidades cristãs – bem como noutras religiões – se tem desenvolvido uma profunda preocupação e uma reflexão valiosa sobre estes temas que a todos nos estão a peito. Apenas para dar um exemplo particularmente significativo, quero retomar brevemente parte da contribuição do amado Patriarca Ecuménico Bartolomeu, com quem partilhamos a esperança da plena comunhão eclesial.

8. O Patriarca Bartolomeu tem-se referido particularmente à necessidade de cada um se arrepender do próprio modo de maltratar o planeta, porque «todos, na medida em que causamos pequenos danos ecológicos», somos chamados a reconhecer «a nossa contribuição – pequena ou grande – para a desfiguração e destruição do ambiente».[14] Sobre este ponto, ele pronunciou-se repetidamente, de maneira firme e encorajadora, convidando-nos a reconhecer os pecados contra a criação: «Quando os seres humanos destroem a biodiversidade na criação de Deus; quando os seres humanos comprometem a integridade da terra e contribuem para a mudança climática, desnudando a terra das suas florestas naturais ou destruindo as suas zonas húmidas; quando os seres humanos contaminam as águas, o solo, o ar… tudo isso é pecado».[15] Porque «um crime contra a natureza é um crime contra nós mesmos e um pecado contra Deus».[16]

9. Ao mesmo tempo Bartolomeu chamou a atenção para as raízes éticas e espirituais dos problemas ambientais, que nos convidam a encontrar soluções não só na técnica mas também numa mudança do ser humano; caso contrário, estaríamos a enfrentar apenas os sintomas. Propôs-nos passar do consumo ao sacrifício, da avidez à generosidade, do desperdício à capacidade de partilha, numa ascese que «significa aprender a dar, e não simplesmente renunciar. É um modo de amar, de passar pouco a pouco do que eu quero àquilo de que o mundo de Deus precisa. É libertação do medo, da avidez, da dependência».[17] Além disso nós, cristãos, somos chamados a «aceitar o mundo como sacramento de comunhão, como forma de partilhar com Deus e com o próximo numa escala global. É nossa humilde convicção que o divino e o humano se encontram no menor detalhe da túnica inconsútil da criação de Deus, mesmo no último grão de poeira do nosso planeta».[18]

– continua ….

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html


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Quem crê, vê mais longe, vê com o olhar de Deus.

Quem crê, vê mais longe, vê com o olhar de Deus.

A experiência e a fé na ressurreição de Jesus Cristo é gerada em ritmo de missão. Por isso, as portas da Igreja não podem permanecer fechadas por medo ou por comodismo. A paz oferecida pelo Senhor ressuscitado que, sem perder as feridas abertas nas mãos e nos pés, se faz presente no meio de nós, nos envia como cordeiros que carregam o pecado do mundo. “Assim como o Pai me enviou, eu envio vocês.” Mesmo sem tocar nas mãos feridas do Cristo ressuscitado, reforcemos nossos vínculos com a comunidade, reconheçamo-lo presente nos irmãs e irmãos nossos e partamos em missão.

João sublinha que era noite e que as portas estavam muito bem fechadas. Os discípulos estavam desanimados, amedontrados e sem perspectivas. É o mesmo escuro pavoroso que haviam experimentado quando atravessaram sozinhos o mar agitado, depois que Jesus saciara a fome de uma multidão e recusara o poder político (cf. Jo 6,16-21). Esse escuro lembra também a escuridão que se fez às três horas da tarde, quando Jesus fora crucificado. Ao medo da possível perseguição pelas autoridades judaicas se juntava a frustração pela imagem de um Messias crucificado…

Dói na consciência dos discípulos a traição, a negação e a deserção no caminho da cruz. Eles não formam uma comunidade, mas um grupo rachado, frustrado, envergonhado. Mas remorso e medo não são muros que impedem a manifestação de Jesus. Ele se faz presente inesperadamente, e sua primeira palavra não é de advertência ou acusação, mas de acolhida e pacificação: “A paz esteja com vocês!” E lhes mostra as feridas nas mãos e no lado esquerdo, assegurarando que sua história concreta é importante, que sua presença não é mera fantasia e que seu amor fiel e solidário continua.

A alegria, tão característica da Páscoa, não brota apenas da certeza de que ressuscitaremos um dia, mas também da experiência atual e cotidiana de não sermos condenados, de sermos aceitos como amigos e amigas de Jesus de Nazaré, apesar dos nossos insuperáveis limites, traições e deserções. Mas a alegria e a paz radiante da Páscoa podem esconder um risco: podemos ficar de tal modo extasiados com as imagens de anjos e com as palavras de paz, pela visão de um Cristo exaltado e sentado à direita do Pai, que podemos esquecer que nossa missão de discípulos está apenas começando.

Por isso, depois de afirmar que vem trazer a paz, Jesus confere claramente uma missão aos discípulos: “Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês”. Trata-se de continuar seu próprio trabalho de carregar nas costas a dor e o peso provocados pelo pecado do mundo. É como se ele nos confiasse a tarefa de lixeiros, de passar pelas estradas e campos recolhendo as imundícies produzidas pela cultura consumista e egoísta. É a missão de sermos os cordeiros de Deus nque tiram o pecado do mundo. E esta missão urge, não pode ser postergada para um hipotético amanhã, para quando tivermos tempo.

Esta missão também não pode ser terceirizada ou deixada à responsabilidade dos outros. Jesus Cristo diz claramente que o pecado que não eliminarmos permanecerá aqui, diminuindo e ferindo a vida de muita gente e garantindo o privilégio de poucos. Pois o pecado é a cumplicidade com a injustiça que fere as crituras, e perdoar significa dissolver os laços que vinculam as pessoas a essa cumplicidade, torná-las livres frente à necessidade de cada um cuidar de si e deixar a Deus o cuidado dos mais fracos. Jesus pede que as comunidades cristãs sejam espaços de amor mútuo e de luta pela justiça.

Tendo recebido o Espírito Santo,  os discípulos, antes desanimados e medrosos, tiveram a coragem de inovar e a força para perseverar no ensinamento dos apóstolos a respeito da vida e da ação de Jesus de Nazaré; na união fraterna, para além de todas as fronteiras; na partilha do pão e de todos os bens; na oração e na liturgia. É assim eles dão testemunho da ressurreição de Jesus Cristo. Abraçar a fé em Jesus Cristo ressuscitado nos vincula aos irmãos e irmãs, à partilha dos bens “conforme a necessidade de cada um”, à alegria radiante frente a cada acontecimento, à simplicidade profunda e cordial.

Aqui viemos, Jesus de Nazaré, Cordeiro de Deus, para encontrar aqueles que acreditam em ti, para tocar tuas chagas e acolher de novo teu mandato missionário. Dá-nos tua paz, e envia sobre nós teu Espírito, a fim de que não nos cansemos de carregar o pecado do mundo e que experimentemos a felicidade de crer para ver, de acreditar apoiados no testemunho de vida dos outros, de fazer da nossa vida um serviço os irmãos e irmãs. Vem em nosso auxílio para que não demos as costas à comunidade dos homens e mulheres de boa vontade, pois sem ela não conseguimos te reconhecer. Amém! Assim seja!

Pe. Itacir Brassiani msf

http://itacir-brassiani.blogspot.it/2015/04/segundo-domingo-da-pascoa-ano-b-12042015.html


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Somos chamados filhos de Deus e o somos de fato!

LITURGIA  –  BATISMO DE JESUS.

11.01.2015.

 

“Batizado  o  Senhor, os céus se abriram

e  o Espírito Santo pairou sobre Ele!”

01.Acolhida.

Irmãos e irmãs, sede todos benvindos a esta celebração da Eucaristia na Festa do Batismo do Senhor. Aquele que batiza na força do Espírito Santo quis ser batizado por João Batista.

Colocou-se na fila dos pecadores, mas o Pai o glorificou fazendo pairar sobre Ele o Espírito Santo e declarando-o seu Filho querido. E por Ele que nos somos batizados e por este batismo nós também somos chamados de  filhos queridos do Pai celestial. E o somos de fato!

02.PALAVRA DE DEUS.

     Is 42,1-4.6-7 – O  “servo de Javé”, descrito pelo profeta Isaias, é Profecia anunciando o futuro Messias – Jesus – manso, humilde e cheio de misericórdia para com os mais necessitados. Não usará da violência, mas da misericórdia e da ternura de Deus.

    At 10,34-38 – O Apóstolo Pedro, impelido pelo Espírito Santo, entrou na casa do comandante militar, Cornélio, um romano ainda pagão, e batizou toda a sua família. Ele se deu conta que Deus não faz nenhuma distinção entre as pessoas: todas são objeto de sua benevolência e misericórdia.

Mc 1,7-11 – O Verbo de Deus se fez carne (homem) e caminha no meio dos homens; colocou-se na fila dos penitentes de João Batista e pediu para ser batizado, mas o Pai logo o  glorificou proclamando-o “seu Filho querido”!

 

03.Reflexão

  • Passadas as festividades do Natal, Jesus entra no período do longo silêncio de 30 anos na casa de Nazaré! O Filho de Deus, o Verbo de Deus faz silêncio por 30 anos levando uma vida sofrida de operário, solidário com o mundo operário a quem deseja resgatar de sua vida sofrida. Quem pode entender o silêncio de Jesus? Nós, criaturas modernas, certamente, não! Nem conseguimos dormir sem o celular colado ao ouvido! Jesus esperou em silêncio sua hora de agir como Messias, enviado do Pai.
  • O Batismo de Jesus leva-nos à meditação sobre o nosso batismo. Quem de nós recorda a data de seu batismo? Recordamos o nascimento carnal, mas desconhecemos o dia em que nascemos para Deus e nos tornamos “Participantes da natureza divina (…) somos, realmente, filhos de Deus!”
  • Nascidos de Deus e revestidos da força do Espírito Santo, ou seja: A voz do Pai que disse de Jesus: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu benquerer (…) e sobre Ele pairou o espírito Santo” …Essa mesma voz proclama que somos filhos queridos do Pai e seu Espírito paira sobre nós!  Na celebração de nossos batizados, há preparação e clima para viver esta maravilha da graça divina? Certamente, não, na maioria dos casos! Infelizmente, não nos damos conta que renascemos filhos de Deus! Batismo não é uma inscrição no “Livro da Igreja Católica”! Batismo é nascimento para uma vida superior e é compromisso de seguir Jesus Cristo como discípulo missionário. A  água batismal não pode secar tão rapidamente de nossa fronte! Os cristãos primitivos eram batizados adultos e ao pedirem o Batismo sabiam que eram candidatos ao martírio. E mesmo assim, queriam ser batizados para se tornarem filhos de Deus!

 

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Frei Carlos Zagonel


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FELIZ E SANTO NATAL E ABENÇOADO ANO 2015 A TODOS!

FELIZ E SANTO NATAL!

Caríssimos Irmãos e Irmãs! Celebrar o Santo Natal é ter a certeza da presença de Deus que caminha conosco. É crer que o amor é mais forte do que a morte e que a esperança vence a aflição e a dor. Que o Menino Deus seja guia do seu Caminho no Ano Novo que chega e que o brilho do Natal ilumine todos os momentos de sua vida e a de sua família!

FELIZ E SANTO NATAL

E ABENÇOADO ANO 2015 A TODOS!

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Noticias Prelazia de Tefè – Boletim de dezembro

NOTÍCIAS – Dezembro de 2014

CURSO DE  POLÍTICAS PÚBLICAS

Nos dias 28 e 29 de novembro aconteceu a 7ª etapa do Curso de Formação de Políticas Públicas, no Centro de Pastoral Irmão Falco que teve como temática: “Mobilização Social, Participação Cidadã e Incidência Política”. Esta formação é promovida pela Prelazia de Tefé aos Agentes de Pastorais e Lideranças dos Movimentos populares. Este é realizado pelo Instituto Agostin Castejon e a Universidade Católica de Brasília em parceria com a Cáritas de Tefé. Os alunos participantes são Agentes multiplicadores desta proposta que ao final desta etapa, elaboraram um Plano de Ação para uma atuação em REDE, organizada e planejada, nos diversos espaços de promoção social de luta e defesa dos Direitos, no âmbito da Prelazia. Assessoraram esta etapa:  Sandra Lobo – Diretora do IAC – Brasília/DF e  Diác. Francisco Andrade – Prelazia de Tefé.

PASTORAL DA SAÚDE REALIZA ASSEMBLEIA ELETIVA

No dia 29 de novembro a Pastoral da Saúde da Prelazia de Tefé realizou a 2ª Assembleia.  O tema principal aprofundado foi: O doente e a família; a visita dos doentes nas casas e hospitais, assessorado por Ir. Odete Rodrigues de Carvalho, das Servas da Santíssima Trindade – Caiambé. Ir. Odete enfatizou a dimensão Solidária que é  a razão principal da ação evangelizadora.  No tema: Visita  aos doentes a pastoral da Saúde deverá: visitar periodicamente os doentes e acompanhar suas famílias; ligar o enfermo e sua família à Paróquia; levar ao doente o conforto dos Sacramentos(confissão, Eucaristia e Unção dos Enfermos). Ao concluir a reflexão Ir. Odete afirmou: O e a Agente da Pastoral da Saúde deve ser uma pessoa de muita oração, deve ser uma pessoa de Deus. Ir. Liani, Coordenadora de Pastoral da Prelazia deu continuidade aos trabalhos, convidando a missionária leiga, Srª. Glória, do Projeto Sul 1 da CNBB, para ler o relatório de sua missão na Prelazia de Tefé ao longo dos três anos. Após esse momento Ir. Liani,, em nome da Coordenação de Pastoral da Prelazia de Tefé, agradeceu à missionária Glória por toda a missão desenvolvida, desejando-lhe todo o bem em sua nova missão. Em seguida foram retomadas as pistas de ação da Pastoral da Saúde dentro do Plano de Ação Pastoral da Prelazia de Tefé assumido no quadriênio 2012-2016, como avaliação. Após este momento, foi escolhida a nova equipe de coordenação da Pastoral da Saúde da Prelazia a qual ficou assim constituída: Coordenador: Frei Carlos Alves de Oliveira OFMConv.  E os membros da equipe: Ozinete dos Santos Pereira, Irenice da Silva Torres e o Diácono Orin Barbosa. Desejamos à nova equipe abençoada e fecunda missão.

 

 

PRELAZIA DE TEFÉ AGRADECE

À MISSIONÁRIA GLÓRIA DE FREITAS

Após três anos a serviço da Prelazia de Tefé a Missionária Glória de Freitas se despede. A Missionária Glória foi enviada  à Prelazia de Tefé, pelo projeto da CNBB Sul 1 Norte 1, em setembro  de 2011. Ao longo deste período dedicou sua vida à Pastoral da Saúde, auxiliando na organização e implantação desta Pastoral  em âmbito de Prelazia e em Paróquias onde ainda não  estava organizada esta Pastoral. Como Igreja Particular da Prelazia de Tefé somos gratos a Igreja do Sul 1 por esse auxílio Missionário e especialmente agradecemos a doação  e empenho da missionária Glória neste terra missionária.  Sobretudo agradecemos por seu testemunho de discipulado missionário o qual marcou sua presença nesta Região. Nossa profunda gratidão!

 

 

PASTORAL DA CRIANÇA DA PRELAZIA DE TEFÉ

SE DESPEDE DA MISSIONÁRIA IR. LUZIA

Ao longo do ano de 2014, Ir. Luzia da Penha Zocolotto, da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição (Irmãs Azuis), atuou como missionária na  Prelazia de Tefé, enviada pela Coordenação Nacional da Pastoral da Criança. Ir. Luzia veio com o objetivo de fortificar a Pastoral da Criança e suas Lideranças. A Prelazia de Tefé agradece à Ir. Luzia por sua presença de Religiosa e todo o seu empenho em favor da vida no programa da Pastoral da Criança. Agradecemos também à Coordenação Nacional pelo envio desta Missionária pelo período de um ano.

 

PARÓQUIA DE CARAUARI IMPLANTA

 DUAS NOVAS COMUNIDADES

A Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Carauari, além das seis  comunidades existentes na cidade, cria  a Comunidade Santa Clara no Bairro Morumbi II e a Comunidade São Sebastião, no Ramalhão. Ainda em fase embrionária, as duas comunidades estão concluindo as suas capelas, estimuladas pelos padres Missionários da Sagrada Família, os quais acompanham a vida de fé do povo e a organização das Comunidades.

AGRADECIMENTO

Ao findarmos o ano 2014, queremos agradecer a todos os Irmãos e Irmãs que se empenharam no testemunho cristão e no exercício de sua missão ao longo deste ano em nossa Prelazia de Tefé e os que estiveram unidos a nós com as preces e auxílio missionário. Agradecemos aos Presbíteros, aos Religiosos e Religiosas, Coordenadores e Coordenadoras das Pastorais, Movimentos e Organismos da Prelazia, a todos os Cristãos Leigos e Leigas, aos Benfeitores e Benfeitoras.  Nosso agradecimento especial a Bispo Dom Fernando Barbosa dos Santos, por sua pronta disponibilidade em aceitar ser o novo Pastor desta Igreja Missionária. Estamos vivendo o Ano da Família, cujo encerramento se dará nos dias 04 a 08 de março de 2015 por ocasião da nossa tão esperada IV Assembleia de CEBs em Carauari. Agradecemos a todas as Lideranças das paróquias, setores e comunidades ribeirinhas e indígenas que realizaram e continuam  realizando o Ajurí da Palavra de Deus e os Encontros sobre a Família e animam a vida cristã.

ANO DA VIDA CONSAGRADA

No dia 30 de novembro, por ocasião da Celebração do 1º Domingo do Advento aconteceu a abertura do Ano da Vida Consagrada na Igreja. A Vida Religiosa Consagrada da Prelazia de Tefé constituída por sete Congregações Femininas e três Congregações masculinas, acolhe as palavras do Papa Francisco quando diz: “Quero dizer-vos uma palavra e a palavra é ALEGRIA. Sempre onde estão os consagrados, sempre há alegria!” Sim, “a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles e daquelas que se encontram com Jesus e deixam tudo para seguir o Senhor. Com Jesus Cristo sempre renasce a alegria”. Com esta motivação de nosso Papa nos unimos a toda a Vida Consagrada do mundo inteiro para celebrar com alegria o Ano da Vida Consagrada!