JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB


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“Justiça ao alcance dos Ribeirinhos”.

“Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se foi assim, assim será…”

(Milton Nascimento)

O que a distância separa a solidariedade une: Justiça rápida e eficaz mais perto dos geograficamente mais distantes…

A realidade da Amazonas, dependendo do interesse em foco, pode ser apresentada de várias maneiras. Em momentos se privilegia a natureza, e suas inúmeras e diversas riquezas naturais, muitas vezes limitada pelo desenvolvimento econômico.

Ao se falar em Amazonas é inevitável também que pensemos, imediatamente, nas grandes questões ambientais – desmatamento, ameaça a biodiversidade, ocupação desordenada…- que envolve esta rica,  e importante região.

Mas a Amazônia é também, e principalmente, a população que aqui reside, suas crenças, valores, tradições jeito peculiar de ser e de viver…, nos levando a pensar em situações humanas e sociais preocupantes e desafiadoras.

É essa realidade, das situações humanas e sociais, que queremos focar ;  o desafio de identificar e de gerar  práticas que garantam a cidadania, onde os direitos e liberdades das pessoas possam ser plenamente realizados, a partir de uma justiça, rápida e eficaz,  que solucione os conflitos de forma ágil e com qualidade, onde a população ribeirinha e os povos indígenas, nos lugares mais recônditos, possam usufrui dos direitos sociais garantido pela constituição brasileira.

Foi com o olhar, carinhosamente, voltado para esta demanda da população que a juíza da 48a Zona Eleitoral de Japurá, Elza Vitória de Sá Peixoto Pereira, aderiu ao Mutirão Social (17 a 23/03/2010), contando com a dedicação e esforço, do trabalho árduo de sua equipe composta pelo escrivão e chefe de Cartório Civil, Luís dos Santos Yamané e Francisco da Silva do Rosário, Chefe de Cartório.

Durante mais de seis dias viajando de barco, subindo e descendo barrancos, carregando equipamentos para a transferência de título ou tirar novo título, certidão de nascimento…

Todo esse esforço, tenho certeza, foi recompensado pela gratidão e alegria das pessoas em saber que o Judiciário estava rompendo a barreira da distância e “indo aonde o povo está”.

A maior recompensa está explicita no sorriso tímido do Sr. RAIMUNDO NEUTON ALVES NETO, da comunidade do Vencedor que exibe orgulhoso seu registro de nascimento. Com mais de 40 anos de idade, até então ele era somente RAIMUNDO, sem ter o direito ao voto, ele não exercia sua cidadania; com a ação eficaz do Judiciário ele é de fato e de direito, RAIMUNDO NEUTON ALVES NETO, pois agora literalmente ele pode segurar em mãos a garantia de que realmente é quem diz ser.

Tenho certeza que todo esforço e cansaço do chefe de cartório, Luís dos Santos Yamané foi recompensado com o show de cidadania que proporcionou na vida destas pessoas.

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