JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB

FÉ SIMPLES

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Irmãos e Irmãs!

Com alegria lhes repasso as reflexões litúrgicas para o próximo domingo
quando celebraremos a festa da Apresentação de Jesus no Templo.
"Mantendo-se consagrado a Deus, ele é reconhecido como luz e salvação para
todos os povos e irmão da humanidade".Pe. Itacir msf
Agradecemos a sempre valiosa contribuição dos nossos Irmãos que
semanalmente enviam sua reflexão.
Minha saudação fraterna!

Ir. M. Liani Postai csc

FÉ SIMPLES

Pe.José Antonio Pagola.    Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez

O relato do nascimento de Jesus é desconcertante. Segundo Lucas, Jesus nasce numa aldeia onde não há sitio para o acolher. Os pastores tiveram que o procurar por toda Belém até que o encontraram num local afastado, encostado num casebre, sem mais testemunhas que os Seus pais.

Ao que parece, Lucas sente necessidade de construir um segundo relato em que essa criança seja retirada do anonimato para ser apresentado publicamente. Que lugar mais apropriado que o Templo de Jerusalém para que Jesus seja acolhido solenemente como o Messias enviado por Deus ao Seu povo?

Mas, de novo, o relato de Lucas vai ser desconcertante. Quando os pais se aproximam do Templo com a criança, não saem ao seu encontro os sumos-sacerdotes nem os outros dirigentes religiosos. Dentro de uns anos, eles serão os que o entregarão para ser crucificado. Jesus não encontra acolhimento nessa religião segura de si mesma e esquecida do sofrimento dos pobres.

Tampouco vêm a recebe-lo os mestres da Lei que predicam as suas “tradições humanas” nos átrios daquele Templo. Anos mais tarde, rejeitam Jesus por curar doentes quebrando a lei do sábado. Jesus não encontra acolhimento nas doutrinas e tradições religiosas que não ajudam a viver uma vida mais digna e mais sã.

Quem acolhe Jesus e o reconhece como Enviado de Deus são os anciãos de fé simples e coração aberto que viveram ao longo da sua vida esperando a salvação de Deus. Os sus nomes parecem sugerir que são personagens simbólicos. O ancião chama-se Simão (“O Senhor escutou”), a anciã chama-se Ana (“Oferenda”). Estes representam a tanta gente de fé simples que, em todos os povos de todas os tempos, vivem com a sua confiança posta em Deus.

Os dois pertencem aos ambientes mais sãos de Israel. São conhecidos como o “Grupo dos Pobres de Javé”. São gente que não tem nada, só a sua fé em Deus. Não pensam na sua fortuna nem no seu bem-estar. Só esperam de Deus a “consolação” que necessita o seu povo, a “libertação” que têm procurado geração atrás de geração, a “luz” que ilumina as trevas em que vivem os povos da terra. Agora sentem que as suas esperanças se cumprem em Jesus.

Esta fé simples que espera de Deus a salvação definitiva é a fé da maioria. Uma fé pouco cultivada, que se concretiza quase sempre em orações lentas e distraídas, que se formula em expressões pouco ortodoxas, que se desperta sobretudo em momentos difíceis de dificuldade. Uma fé que Deus não tem nenhum problema em entender e acolher.

 

outros comentarios:

http://dioceseourinhos.wordpress.com/2014/01/30/deram%C2%AD-lhe-o-nome-de-jesus/

http://dioceseourinhos.wordpress.com/2014/01/30/bem-aventurados-os-que-tem-um-coracao-de-pobre/

 

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