JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB

Senhor, tem piedade de mim, pecador!

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LITURGIA DO 30º DOMINGO COMUM.

27.10.2013.

“Senhor, tem piedade de  mim, pecador!”

1.Introdução.

   Ninguém é mestre nos caminhos da oração. Todos precisamos  ser ensinados por Jesus. A “Oração do Pai Nosso” é fruto de sua prática e de seu ensinamento! A “Parábola do fariseu e do publicano” recomenda a humildade como condição para ser ouvido por Deus.

Não existem “fórmulas privilegiadas” ou “orações poderosas”, mas a oração do humilde chega até o trono de Deus! Nada escapa ao olhar de Deus e o reconhecimento de nossa miséria toca seu coração! O fariseu se vangloria de sua “justiça”, mas o publicano reconhece sua condição de pecador; por isso, o primeiro voltou para casa de mãos vazias e o segundo, justificado, purificado de toda sua maldade.

 

2.Palavra de Deus.

    Eclo 35,15-22 – Deus não se agrada da oferta, fruto da injustiça ou da corrupção, ou seja: Não se oferece a Deus o que seria salário devido ao operário! Deus não se impressiona com as ofertas valiosas, mas com o coração  humilde de quem oferece!

2Tm 4,6-8.16-18 – Paulo sabe que “sua hora” chegou! Não se importa com isso; pois, ele combateu o bom combate e, agora, receberá a recompensa  das mãos do próprio Deus.

Lc 18,9-14 – Os fariseus consideravam-se puros e observantes das leis, mas eram amigos do dinheiro! Eram orgulhosos e, principalmente, desonestos com os pobres! Pensavam que Deus seria seu devedor! O publicano reconhece sua condição de pecador e suplica pela misericórdia divina; por isso, sai do templo aliviado de todas as suas culpas.

 

3.Reflexão.

  • Vivemos demasiadamente preocupados com as aparências! Gostamos de parecer bons, embora não sejamos bons nem aos nossos próprios olhos! Lutamos tanto por um tipo de beleza física, quando um bom banho a faz desaparecer! Apreciamos o exterior e nos despreocupamos com o interior, onde se situam os valores humanos e espirituais! Adotamos o mundo da mentira e imaginamos enganar o próprio Deus dando-nos o direito de desprezar o pobre e o pecador: “Não sou como os outros!”
  • Os fariseus eram observantes rigorosos de todas as leis religiosas; mas, por dentro, “pareciam-se com sepulcros caiados: cheios de imundícies”!(Mt 23,27). Mas, Jesus, que vê o interior de todos nós, justificou o pecador público por ter reconhecido seus próprios pecados! Os santos sempre apreciaram mais o olhar de Deus  que o olhar dos homens! E mais, o olhar e as sentenças dos homens não modificam nosso interior: “Somos o que somos diante de Deus!” (Frei Salvador Pinzetta).
  • Diz-se que “moda não incomoda!” Incomoda, sim, e como incomoda! Para estar na moda e para ocultar ou diminuir um defeito físico… gastamos  vultosas somas em dinheiro. Mas, e “quanto gastamos para anular nossos defeitos espirituais”?  Podemos enganar nossos companheiros de jornada, mas não enganamos a Deus que vai julgar-nos de acordo com o valor de nosso coração. “Eu sou o que sou diante de Deus”, dizia o santo Capuchinho, Frei Salvador Pinzetta!

Todas as falsas aparências vão desaparecer e serão inúteis diante da morte!  Paulo enfrentou a morte com a consciência tranqüila de ter cumprido sua missão: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé, (agora) está reservada para mim a coroa da justiça!”  Como seria consolador poder repetir a confissão de Paulo e morrer com a consciência de dever cumprido!

 

O Senhor me levará salvo para o seu Reino!”

 

Frei Carlos Zagonel

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