JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB

Que a profissão de fé de Pedro nos fortaleça em nosso caminhar no discipulado missionário.

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20/06/2013 · by 

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Estimados Irmãos e Irmãs!
“Quem é Cristo para nós?”
Que a profissão de fé de Pedro nos fortaleça em nosso caminhar no discipulado missionário.
Eis, em anexo, a partilha de nossos Irmãos Teólogos que fielmente dão a sua contribuição semanal.
Nossa Gratidão!
E a todos/as que usufruem dessa riqueza, desejo-lhes fecunda missão e enriquecimento interior com a graça de Deus!

Com estima fraterna,
Ir. M. Liani Postai csc
Prelazia de Tefé – AM

    LITURGIA  – 12º DOMINGO COMUM

22.06.2013.

“Quem diz o povo   que eu sou?”

1.Introdução

Vivemos num tempo de luzes e cores, ambiente de festa e de música em aparelhos de som e em fones de ouvido, mas, de fato, estamos em trevas: Não sabemos direito quem é Jesus e qual seria mesmo o sentido de nossa vida!

Jesus, dirigindo-se para Jerusalém, onde será crucificado e morto, sente necessidade de iluminar a consciência de seus discípulos. Perguntou:“Quem diz o povo que eu sou?”

Nunca se falou tanto de Jesus Cristo como em nosso tempo! Mas, quem é mesmo Jesus Cristo, de quem tanto falamos? Seria um profeta, um grande homem ou o Filho de Deus vivo? É necessário ter uma fé esclarecida para assumir uma decida e verdadeira prática cristã!

2.Palavra de Deus.

   Zc 12,10-11 – A profecia de Zacarias é de difícil compreensão. Quem seria o homem morto (transpassado) e chorado pelos autores do mal feito? O espírito de amor e de consolação (em melhor tradução) seria  espírito de pesar profundo! De arrependimento, portanto.

Gl 3,26-29 – Jesus., com sua morte, derrubou todas as divisões; inaugurou um reino de fraternidade, de igualdade e de paz. Temos a impressão que este mundo, ainda, não chegou!

   Lc 9,18-24 – Jesus procura purificar a consciência dos Apóstolos a seu respeito: “Ele é o Messias de Deus, o ungido de Deus”! Ele vai enfrentar o poder religioso (os sacerdotes), o poder jurídico (os fariseus) e o poder econômico (os saduceus). Eles o matarão, mas o Pai vai ressuscitá-lo!

 

3.Reflexão.

  • Os inocentes continuam sendo mortos como no tempo do profeta Zacarias; melhor, a profecia continua falando hoje, pois os inocentes (crianças, jovens, lideres sindicais, operários e povo em geral) continuam sendo mortos pela prática da injustiça, da impunidade e da violência do poder público. Os jovens, hoje, são mortos pela droga e a droga faz vítimas fáceis entre os membros de famílias (pobres e ricas) mal vividas e distantes das normas de Deus.
  • Vivemos tempos difíceis e, por isso, precisamos purificar nossa fé em Jesus Cristo. Perguntar-nos, com sinceridade, “Quem é Jesus Cristo para mim?” Ele não é um profeta qualquer, nem mesmo“o glorioso vencedor da morte e do pecado”!… Ele é o inocente transpassado e que continua sendo transpassado nas vítimas da violência de toda a espécie, da injustiça que sufoca e faz morrer à míngua o povo pobre enquanto os poderosos  têm salarios incontroláveis e escandalosos.!
  • Não podemos ficar “cantando alleluia no templo” e deixar os poderosos fazer leis iníquas  em próprio favor. Cristo (presente nos oprimidos) precisa ser chorado e defendido por um grande levante e enfrentamento com a injustiça, a corrupção e o desvio de recursos públicos que deixam hospitais e escolas em completo abandono! Vamos lá, que podemos fazer em sua defesa?
  • Paulo fala que na Igreja de Jesus não há mais nem judeu e nem grego, nem escravo e nem livre e nem homem e  nem mulher; pois vós sois um em Cristo Jesus”. Mas, se em nossas igrejas subsistem divisões (inclusive, entre Movimentos) será que somos Igreja de Cristo? Certamente não! Precisamos rever nossa prática cristã.

 

“Minha alma tem sede do Deus vivo”!

 

Frei Carlos Zagonel.

QUEM É PARA NÓS?

Pe. José Antonio Pagola.    Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez

O episódio é conhecido. Sucedeu nas proximidades de Cesareia de Filipo. Os discípulos levam já algum tempo acompanhando Jesus. Porque o seguem? Jesus quer saber que ideia fazem Dele: “Vós, quem dizeis que Eu sou?”. Esta é também a pregunta que nos temos de fazer aos cristãos de hoje. Quem é Jesus para nós? Que ideia nós fazemos Dele? Seguimo-lo?

Quem é para nós esse Profeta da Galileia, que não deixou atrás de si escritos mas sim testemunhas? Não basta que Lhe chamemos “Messias de Deus”. Temos de seguir dando passos pelo caminho aberto por Ele, acender também hoje o fogo que queria pôr no mundo. Como podemos falar tanto Dele sem sentir a Sua sede de justiça, o Seu desejo de solidariedade, a Sua vontade de paz?

Temos aprendido de Jesus a chamar a Deus “Pai”, confiando no Seu amor incondicional e na Sua misericórdia infinita? Não basta recitar o “Pai Nosso”. Temos de sepultar para sempre fantasmas e medos sagrados que se despertam por vezes em nós afastando-nos Dele. E temos de liberar-nos de tantos ídolos e deuses falsos que nos fazem viver como escravos.

Adoramos em Jesus o Mistério de Deus vivo, encarnado no meio de nós? Não basta confessar a sua condição divina com fórmulas abstratas, afastadas da vida e incapazes de tocar o coração dos homens e mulheres de hoje. Temos de descobrir nos Seus gestos e palavras o Deus Amigo da vida e do ser humano. Não é a melhor notícia que podemos comunicar hoje a quem procura caminhos para encontrar-se com Ele?

Acreditamos no amor predicado por Jesus? Não basta repetir uma e outra vez o Seu mandato. Temos de manter sempre viva a sua inquietude por caminhar para um mundo mais fraterno, promovendo um amor solidário e criativo para com os necessitados. Que sucederia se um dia a energia do amor movesse o coração das religiões e as iniciativas dos povos?

Temos escutado o mandato de Jesus de sair pelo mundo a curar? Não basta predicar os Seus milagres. Também hoje temos de curar a vida como o fazia Ele, aliviando o sofrimento, devolvendo a dignidade aos perdidos, curando feridas, acolhendo os pecadores, tocando os excluídos. Onde estão os Seus gestos e palavras de alento aos derrotados?

Se Jesus tinha palavras de fogo para condenar a injustiça dos poderosos do Seu tempo e a mentira da religião do Templo, por que não nos sublevamos, os Seus seguidores, ante a destruição diária de tantos milhares de seres humanos abatidos pela fome. a desnutrição e o nosso esquecimento?

 

 * AS FOTOS DOS PEREGRINOS… ver texto e fotos em 

 http://www.gliscritti.it/lbibbia/pellegrini_gesu/pellegrini_gesu.htm

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