JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB

AO AMANHECER

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Pe. José Antonio Pagola.     Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez

O epílogo do evangelho de João recolhe um relato do encontro de Jesus ressuscitado com os Seus discípulos na margem do lago da Galileia. Quando se redata, os cristãos estão a viver momentos difíceis de prova e perseguição: alguns renegam a sua fé. O narrador quer reavivar a fé dos seus leitores.

Aproxima-se a noite e os discípulos saem a pescar. Não estão os Doze. O grupo desfez-se ao ser crucificado o seu Mestre. Estão de novo com os barcos e as redes que tinham deixado para seguir Jesus. Tudo terminou. De novo estão sós.

A pesca resulta num fracasso completo. O narrador realça-o com intensidade: “Saíram, embarcaram e aquela noite não colheram nada”. Voltam com as redes vazias. Não é esta a experiência de não poucas comunidades cristãs que vêm como se debilitam as suas forças e a sua capacidade evangelizadora?

Com frequência, os nossos esforços no meio de uma sociedade indiferente mal obtêm resultados. Também nós constatamos que as nossas redes estão vazias. É fácil a tentação do desalento e do desespero. Como sustentar e reavivar a nossa fé?

Neste contexto de fracasso, o relato diz que “estava a amanhecer quando Jesus se apresentou na margem”. No entanto, os discípulos não o reconhecem a partir do barco. Talvez seja a distância, talvez a bruma do amanhecer, e, sobre tudo, os seus corações entristecidos que lhes impedem de ver. Jesus fala com eles, mas “não sabiam que era Jesus”.

Não é este um dos efeitos mais perniciosos da crise religiosa que estamos a sofrer? Preocupados por sobreviver, constatando cada vez mais a nossa debilidade, não nos resulta fácil reconhecer entre nós a presença de Jesus ressuscitado, que nos fala desde o Evangelho e nos alimenta na celebração da ceia eucarística.

É o discípulo mais querido de Jesus o primeiro que o reconhece: “É o Senhor!”. Não estão sós. Tudo pode começar de novo. Tudo pode ser diferente. Com humildade mas com fé, Pedro reconhecerá o seu pecado e confessará o seu amor sincero a Jesus: “Senhor, Tu sabes que te quero”. Os demais discípulos não podem sentir outra coisa.

Nos nossos grupos e comunidades cristãs necessitamos de testemunhas de Jesus. Crentes que, com a sua vida e a sua palavra nos ajudem a descobrir nestes momentos a presença viva de Jesus no meio da nossa experiência de fracasso e fragilidade. Os cristãos, sairemos desta crise acrescentando s nossa confiança em Jesus. Hoje não somos capazes de imaginar a Sua força para nos tirar do desalento e do desespero

 

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