JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB

Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim!

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LITURGIA – 5ª FEIRA SANTA

28.03.2013.

“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim!”

1.Introdução.

   A “Festa da Ceia do Senhor”, para nós, tem gosto de festa, mas para Jesus Cristo teve gosto de traição, de cruz e de morte! Durante a ceia pascal,Jesus anunciou a traição de Judas, e sua prisão e morte na cruz  aguardadas para as próximas horas!

   Realmente, Ele nos amou até o fim – até o ultimo minuto de sua vida sobre a terra e até a última gota de seu sangue derramado na cruz! Um soldado abriu seu peito com um golpe de lança, e de seu coração rasagado saiu sangue e água!  Não havia mais nada para dar!

   Celebremos, com profunda emoção e agradecimento, a “Ceia do Senhor” e deixemo-nos conquistar por seu amor incondicional e infinito:. “Ele nos amou até o fim”…

 

2.Palavra de Deus.

   Ex 12,1-8.11-14 – Aqui é descrita a celebração da “Páscoa Judaica” recordando a libertação do povo da casa da escravidão; mas ela prefigure a “Páscoa de Jesus”, libertando-nos da escravidão do pecado e da morte.

   1Co 11,23-26 –Como foi que Jesus celebrou  a sua Páscoa? Paulo descreve a celebração primitiva.Ela continua imutável até os nossos dias.Vamos celebrá-la com respeito e devoção!

   Jo 13,1=15 –Jesus, antes mesmo de partir, deixa-nos o seu Corpo e Sangue em alimento e remédio de salvação e vida eternal. Não esqueceu de nos deixar um exemplo de humildade e de service fraterno: lavar os pés uns dos outros.

3.Reflexão.

  • A Páscoa judaica é o resumo de duas antigas festas populares: a festa dos pastores que imolavam um cordeiro para proteger o rebanho, e a festa dos agricultores que ofereciam as primícias de suas colheitas pedindo a proteção sobre toda a produção rural. Numa palavra, celebravam o desejo de viver e de alcansar a bênção divina sobre a comunidade inteira.
  • Moisés deu um novo sentido às festas dos pastores e dos agricultores: agora celebram a libertação da terra da escravidão! A celebração prescrita por Moisés prefigurava a celebração da verdadeira Pascoa de Jesus, nossa libertação definitiva em seu Corpo e Sangue. Não mais são mortos carneiros, mas Ele mesmo se oferece em sacrifício. Somos salvos pelo Sangue de Jesus, garantia da “Bênção divina”.
  • A celebração da Páscoa é um memorial – “Fazei isso em memória de Mim!” – da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Celebrar a Eucaristia não é uma devoção e, muito menos, o cumprimento de um dever dominical. Significa recorder o amor infinito de Jesus e deixar-se envolver por ele! Significa sair da celebração dispostos a “lavar os pés” de nossos irmãos. É um compromisso de vida; não é devoção e louvação eucarística!
  • A Comunidade de Corinto celebrava a Eucaristia sem a partilha do pão entre os mais necessitados e, por isso, foram repreendidos por Paulo. Nossas celebrações eucarísticas devem estimular nossa vontade de “partilhar o pão” com os mais necesitados. Mas, que significa partilhar o pão? Com certeza, é uma partilha que vai além do pão material e  do dinheiro. É partilhar a vida e o coração. Significa mar o irmão com o mesmo amor com que Jesus nos amou!

 

“Todas as vezes que receberdes o Corpo e o Sangue de Jesus,

Fazei-o em minha memória”.

Frei Carlos Zagonel.

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