JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB

Epifania, a manifestação de Deus à Humanidade

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Estimadas Irmãs e Irmãos!
Celebramos a festa da Epifania, a manifestação de Deus à Humanidade
através da Pessoa de Jesus que vem nos oferecer a salvação.
Com a riqueza da partilha das reflexões liturgicas de nossos irmãos: Pe.
Itacir, Frei Zagonel, Pe. Pagola e P. Antonio Geraldo temos a graça de nos
enriquecer no caminho espiritual pessoal e comunitário, bem como, em nossa
missão evangelizadora.
Nossa saudação fraterna!

Ir. M. Liani Postai csc
Prelazia de Tefé – AM

RELATO DESCONCERTANTE

Pe. José Antonio Pagola.    Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez

Ante Jesus se pode-se adotar atitudes muito diferentes. O relato dos magos fala-nos da reação de três grupos de pessoas. Uns pagãos que o procuram, guiados pela pequena luz de uma estrela. Os representantes da religião do Templo, que permanecem indiferentes. O poderoso rei Herodes que só vê Nele um perigo.

Os magos não pertencem ao povo eleito. Não conhecem o Deus vivo de Israel. Nada sabemos da sua religião nem do seu povo de origem Só que vivem atentos ao mistério que se encerra no cosmos. O seu coração procura verdade.

Em algum momento acreditam ver uma pequena luz que aponta para um Salvador. Necessitam saber quem é e onde está. Rapidamente se põem a caminho. Não conhecem o itinerário exato que têm de seguir, mas no seu interior arde a esperança de encontrar uma Luz para o mundo.

A sua chegada â cidade santa de Jerusalém provoca o sobressalto geral. Convocado por Herodes, reúne-se o grande Conselho “dos sumos-sacerdotes e dos escribas do povo”. A sua atuação é dececionante. São os guardiães da verdadeira religião, mas não procuram a verdade. Representam o Deus do Templo, mas vivem surdos à sua chamada.

A sua segurança religiosa cega-os. Sabem onde há-se nascer o Messias, mas nenhum deles se aproximará de Belém. Dedicam-se a dar culto a Deus, mas não suspeitam que o Seu mistério é maior que todas as religiões, e tem os Seus caminhos para encontrar-se com todos os Seus filhos e filhas. Nunca reconhecerão Jesus.

O rei Herodes, poderoso e brutal, só vê em Jesus uma ameaça para o seu poder e a sua crueldade. Fará todo o possível para eliminá-lo. A partir do poder opressor só se pode “crucificar” a quem trás a libertação.

Entretanto, os magos prosseguem a sua busca. Não caem de joelhos ante Herodes: não encontram nele, nada digno de adoração. Não entram no Templo grandioso de Jerusalém: têm proibido o acesso: A pequena luz da estrela atrai-os para a pequena terra de Belém, longe de todo o centro de poder.

Ao chegar, o único que veem é o “menino com Maria, sua mãe”. Nada mais. Um menino sem esplendor nem poder algum. Uma vida frágil que necessita do cuidado de uma mãe. É suficiente para despertar nos magos a adoração.

O relato é desconcertante. A este Deus, escondido na fragilidade humana, não o encontram os que vivem instalados no poder ou encerrados na segurança religiosa. Revela-se a quem, guiados por pequenas luzes, procuram incansavelmente uma esperança para o ser humano na ternura e na pobreza da vida.

 

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