JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB

Natal 2012: Família Sagrada

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Em pleno clima natalício,

a Liturgia celebra a festa da SAGRADA FAMÍLIA.

O próprio Filho de Deus, vindo ao mundo,

quis seguir o caminho de todos:

fazer parte de uma família simples e humilde,

igual a tantas outras do seu tempo.

As Leituras bíblicas apresentam valores da família:

 

A 1ª leitura mostra que a fidelidade aos ensinamentos de Deus

assegura a harmonia familiar. (Eclo 3,3-7.14-17)

 

“Honrar Pai e Mãe” significa reconhecer a sua importância

como instrumentos de Deus, fonte de vida.

Isso supõe uma vida íntegra e correta, ajuda nas necessidades,

amparo na velhice, sem os desprezar nem abandonar.

– Como recompensa desta atitude, terá o perdão dos pecados,

a alegria, a vida longa e a atenção de Deus.

* Demonstramos gratidão aos nossos pais, que aceitaram ser,

em nosso favor, instrumentos de Deus criador?

O quarto mandamento continua ainda hoje atual…

 

Na 2ª leitura, Paulo aponta o ideal da vida cristã

como caminho seguro para construir a harmonia familiar. (Cl 3,12-21)

 

   “Revesti-vos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência…”

   “Suportai-vos e perdoai-vos uns aos outros… sobretudo amai-vos…”

   “A Palavra de Deus habite em vós… Cantai a Deus hinos espirituais…”

 

Conclui aplicando isso à vida familiar, dando recomendações

aos maridos… às esposas… aos filhos… aos pais…

 

O Evangelho nos apresenta a Sagrada Família de Nazaré,

como modelo de todas famílias. (Lc 2,41-52)

 

– Fiel às práticas religiosas, vai em peregrinação a Jerusalém

para celebrar a Páscoa com o filho que já completara 12 anos.

– Quando Jesus se desvia da comitiva,

vai aflita à procura do filho perdido, por três dias:
  “Teu pai e eu, estávamos angustiados à tua procura…”

– E Jesus faz duas perguntas: Por que me procuravam?

  Não sabiam que eu devo estar naquilo que é de meu Pai?”

 

* São as primeiras palavras de Jesus, no Evangelho de Lucas.

Elas têm um sentido mais profundo do que um simples relato:

Deus é o verdadeiro PAI de Jesus e a sua prioridade fundamental

é realizar a missão confiada pelo Pai.

 

-Os Pais não souberam responder: “Não compreenderam,

  mas guardavam todas essas coisas no coração.”

Jesus é obediente ao Pai, embora pareça desobediente a eles…

– E o texto conclui dizendo:

   “Jesus voltou a Nazaré com seus pais… e permaneceu obediente a eles…

   e crescia em sabedoria, em idade e em graça… diante de Deus e dos homens.”

 

* OBEDECER significa acolher os ensinamentos e manter fidelidade a Deus.

 

+ A Família não é mais aquela:

 

Sobre o tema, o Pe. Virgílio escreveu um belo artigo, que apresento em parte:

 

Não adianta se iludir: a família cristã não é mais aquela.

E, talvez, nunca mais ela volte a ser a mesma de outrora.

À semelhança da liturgia e da catequese,

a família também percorre o caminho da renovação,

em busca de um novo modo de ser…

 

Firmes precisam permanecer os valores fundamentais,

como o amor, a fidelidade, a indissolubilidade,

enquanto outros serão fatalmente substituídos.

 

Assim a obediência dos filhos passará a ser “colaboração”.

A autoridade paterna cederá o lugar ao “serviço”.

Os filhos deixarão de ser propriedade da família,

para se tornarem membros da comunidade…

A profissão dos filhos não será imposta pelos pais,

de acordo com seus pontos de vista ou suas ambições.

Os filhos vão optar, de acordo com suas aspirações.

A formação e a orientação dos filhos não serão mais

à base de sermões, preceitos e imposições,

e sim de exemplos e do testemunho.

No caso em que o testemunho de vida vier a faltar,

os pais perderão toda a credibilidade e

os filhos acabarão tomando rumos traiçoeiros…

 

A coragem para se renovar, e assim sobreviver,

a família vai encontrá-la no exemplo da Família de Nazaré.

Maria jamais considerou seu Filho como propriedade exclusiva

e nunca interferiu na perigosa missão que ele livremente assumiu.

Ainda que, por causa disso,

ela acabasse com o coração traspassado por uma espada de dor,

ao encontrá-lo lá onde nenhuma mãe gostaria de encontrar seu filho:

suspenso numa cruz…

 

Mas a vida cristã, do serviço e do amor, também é uma cruz.

E nós vamos abraçá-la, assim como Jesus e Maria!

 

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 30.12.2012

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