JAPURÁ – AM – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Prelazia de Tefé – AM – Norte I CNBB

Mergulhando na historia: ESPIRITANOS e o DISTRITO AMAZONIA

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Link: http://www.espiritanosbrasil.org/ucal_amazonia.php

BREVE HISTÓRICO DOS ESPIRITANOS  NA AMAZÓNIA
Os primeiros espiritanos  desembarcaram em Belém do Pará (Amazónia), em 1885, para assumir a direção do Seminário Menor, conforme o pedido do bispo D. Antônio Macedo da Costa.

Até o ano de 1897 os espiritanos franceses cuidaram da direcção deste Seminário e de outros trabalhos pastorais, ao redor da Igreja N. Sra. do Carmo. Sob o segundo sucessor de D. António Macedo, o pacto amistoso entre bispo e a Congregação foi-se desfazendo. Doze anos depois, os espiritanos deixam Belém e assumem uma nova missão no Amazonas, indo para Tefé, apesar de um período de pouca duração em Manaus!…  Alguém poderá  indagar sobre as razões e motivações da ida dos espiritanos para Tefé. Pois bem, além da dificuldade no relacionamento entre o bispo e a Congregação, foi a pedido do primeiro bispo de Manaus, a partir 1892, D. José Lourenço Aguiar, o qual lançou um forte e insistente apelo missionário à Congregação para assumir o trabalho de evangelização dos índios do Amazonas; e também por iniciativa do cônego Noberto Depuy que era vigário em Tefé, desde 1889 e admirava os missionários espiritanos. Ele fez um grande esforço para levá-los para Tefé a fim de darem uma melhor assistência aos índios. Escrevendo um relatório de Tefé, o cônego Noberto Depuy diz:  “Aqui vivem os mais abandonados; há apenas sete ou oito padres. Tribos índias, exploradas pelo comércio, maus tratos e escravidão, se retiram no fundo das florestas. As casas incendiadas, mulheres e filhas roubadas, experimentam sofrimentos e até a morte; daí, o lado delas, também as vinganças sangrentas. Os índios do Amazonas, a maioria selvagens, merecem, portanto, a nossa compaixão, sendo vítimas dos “civilizados”. São considerados, como os negros da África, uma raça inferior, incapaz de uma vida social e de princípios da região. Os milagres dos missionários, em outros países, provam o contrário. Só os missionários dedicados são capazes de conduzi-los à salvação e liberdade”. Respondendo a este apelo missionário, o Conselho Geral aceitou uma nova missão no Amazonas e nomeou o P. Xavier Libermann  Superior Principal desta obra e missão entre os índios. Os primeiros espiritanos (padres e irmãos)  chegaram em Tefé no dia 10 de junho 1897. Eram quatro: Padre Xavier Libermann, Padre Louis Berthon e os Irmãos Tito Kuster e Donaciano Hoffmann, colaboradores dos padres na missão. Com a chegada dos missionários espiritanos, criou-se a expectativa de um futuro promissor para o povo que os aguardava. Nesse sentido, em 27 de julho de 1897 fundaram a “Missão”, na “Boca do Tefé”, que logo seria o ponto de irradiação da ação missionária pelos rios.  

Na “Boca do Tefé”, à margem do Rio Solimões, nasceu, em julho de 1897, o centro de uma dinâmica e longa atuação missionária em favor das populações indígenas, dos ribeirinhos e seringueiros.

No dia 02 de fevereiro de 1898, foi inaugurada a “Escola Agrícola e Industrial da Boca de Tefé”,  para acolher as crianças do interior, e, em poucos anos,  essa escola tornou-se famosa em todo o Amazonas. Ali se aprendiam várias profissões tais como: carpintaria, movelaria, serraria, mecânica, marcenaria, olaria, ferraria, entre outras… A fundação da “Missão”, no município de Tefé, foi algo de extraordinário e benéfico para o povo, pois essa obra pioneira tornou-se um grande fator de desenvolvimento econômico, cultural e espiritual para a população tefeense e os habitantes circunvizinhos. Com essa escola profissionalizante, a obra missionária dos espiritanos começou de forma auspiciosa e causou admiração em todo o Estado do Amazonas, pela sua grande importância na formação do ser humano para a vida e a sociedade, proporcionando-lhe uma boa educação e profissão. De Manaus como de Tefé foram feitas diversas expedições, e mais tarde abertas outras missões. Dois missionários, os Padres Parissier e Tastevin, publicaram trabalhos científicos a respeito dos índios e de sua cultura. 

Em 1910 a Paróquia de Tefé tornou-se sede de uma Prefeitura Apostólica tendo sido nomeado como Prefeito Apostólico Monsenhor Alfredo M. Barrat. Em 1912 toda a região do Rio Juruá ficou sob a responsabilidade pastoral dos espiritanos.

Em 1919 e 1926, dois Capítulos Gerais determinaram a retirada da província francesa da missão amazônica e a entrega da Prefeitura Apostólica à  província alemã. Em 1931, a região do Alto Juruá é elevada á condição de Prelazia, com sede em Cruzeiro do Sul sob os cuidados da província alemã. Em 1946 a pedido da Casa-Mãe, a Prelazia de Tefé  foi entregue aos cuidados da província holandesa, sob a direção de Mons. Joaquim de Lange, depois sagrado bispo em 1952. A Prefeitura Apostólica tornou-se Prelazia. D. Joaquim fou sucedido por D. Mário Clemente e este por D. Sergio. O período holandês foi sucedido pela internacionalização dos membros do Distrito da Amazônia. 

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